1 - Como idealizador da Terapia Regressiva Evolutiva (T.R.E.), como o senhor definiria o método àqueles que, em um primeiro momento, o relacionam a um tratamento de cunho religioso ou dogmático? É necessário que o paciente tenha alguma crença, seja ela qual for, para que a terapia proporcione os efeitos esperados?
 
A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, embora tenha o mentor espiritual como a sua figura central, é uma terapia laica, desvinculada de qualquer religião, doutrina, seita ou grupo espiritualista. No entanto, muitas pessoas ainda a associam como uma terapia religiosa ou espírita porque ela é conduzida pelo mentor espiritual do paciente e por lidar também com a tese da reencarnação e a vida após a morte. Ora, os povos antigos, os índios xamãs, apesar de não seguirem nenhuma religião ou doutrina, através de seus rituais, tinham às suas próprias experiências espirituais, conversavam com os seres espirituais, sobretudo, com os seus antepassados.

 

Em relação à pergunta acima formulada, se é necessário que o paciente tenha alguma crença para que essa terapia tenha alguma efetividade? A experiência nos ensina, que ele precisa ter um perfil, isto é, que preencha 3 requisitos indispensáveis para se obter os benefícios dessa terapia:

1) Fé nas presenças invisíveis e naquilo que ele vai trazer, descobrir, nessa terapia;

2) Humildade: uma pessoa arrogante, soberba, certamente, vai ter muita dificuldade de se olhar, dar um mergulho no seu interior, pois, a TRE é uma terapia de autoconhecimento ;

3) Esclarecimento: é preciso que o paciente tenha um mínimo de esclarecimento, leitura prévia, sobre os fundamentos da espiritualidade, como a vida após a morte, plano espiritual, seres espirituais da luz e das trevas, lei do retorno, etc.

 

2 - Qualquer pessoa pode fazer uma regressão ou existe algum fator/condição que a impeça ou torne o tratamento não recomendado? É possível que um paciente não consiga ou simplesmente não se permita acessar tais memórias — como em alguns casos de hipnose? Nestas circunstâncias, é possível que outra pessoa se submeta ao tratamento com a finalidade de auxiliar um amigo ou familiar?
 
A TRE, como também em outras modalidades de psicoterapia, tem suas contraindicações:

1) Deficiente mentais e auditivos (relação terapeuta – paciente se torna dificultosa no processo de comunicação);

2) Pacientes em surto psicótico (problemas psiquiátricos graves) é necessário antes, passar por um psiquiatra, e serem medicados e, após isso, saindo do surto, é possível passar pela TRE.

3) Gestantes (não é recomendável por interferir no feto) – nesses casos, após a gestante ter o nenê, é possível passar pela TRE;

4) Crianças (por conta da imaturidade) – mas, a partir dos 16 anos, é possível também passar por essa terapia. ;

5) Pacientes excessivamente céticos, incrédulos ou medrosos, acerca dos assuntos ligados à espiritualidade (reencarnação, vida após a morte, seres espirituais) podem, inconscientemente, bloquear o acesso à sua memória extra cerebral – nesses casos, uma outra pessoa (mãe, pai, irmão, tio, amigo) pode, sim, submeter-se à essa terapia para auxiliá-los.

 

3 - No caso de algum paciente com transtorno de personalidade ou psiquiátrico, mas lúcido, e que faça uso de medicamentos; o tratamento é comprometido devido a essa condição? Existem dificuldades em acessar as memórias dessa pessoa? É possível obter resultados satisfatórios ou estabilidade em quadros como depressão, ansiedade generalizada ou até mesmo diagnósticos como a bipolaridade?
 
Somente os que fazem uso de dosagem excessiva de psicofármacos, podem, sim, interferir na efetividade dessa terapia. Mas, aos que tomam doses normais, certamente, não interferem no resultado dessa terapia. São comuns, os pacientes que sofrem de depressão, ansiedade generalizada, transtorno afetivo bipolar, fobias, toc (transtorno obsessivo compulsivo) procurarem à TRE. Além da causa psicológica, isto é, dos traumas psicológicos, oriundos dessa vida (infância, nascimento e útero materno) ou de outras vidas, há também a influência negativa de seres espirituais obsessores (desafetos espirituais dos pacientes) que podem estar causando esses problemas. Mas, esses pacientes, são auxiliados pela equipe de seres espirituais de luz de minha clínica; por isso, a efetividade dessa terapia.

 

4 - Existe algum preparo no qual o paciente deva se submeter antes de uma sessão de regressão evolutiva? Como orar, meditar, se abster de bebidas alcoólicas, relações sexuais ou qualquer outra relacionada?
 
Sim. Antes da sessão de regressão é muito importante o paciente orar, meditar, não consumir bebida alcoólica, drogas. É importante também, o paciente ter dormido bem, pois, se não dormiu, ou dormiu muito pouco, isso pode interferir em sua capacidade de concentração. Não há necessidade de se abster de uma relação sexual.

 

5 - O que esperar de uma primeira sessão de T.R.E.? Como um paciente, pela primeira vez, deve se condicionar para extrair o melhor resultado possível do método? Qual é a melhor forma de acessarmos a nossa “essência” e, assim, estarmos livres das amarras do ego para uma experiência completa e frutífera? Permanecemos conscientes durante todo o procedimento?
 
É importante ressaltar, que, nessa terapia, o paciente sempre fica consciente; portanto, em nenhum momento da sessão de regressão, ele perde a consciência, fica inconsciente. Mas, na 1ª sessão, é natural o paciente, principalmente, aqueles que nunca passaram por uma regressão de memória, virem com uma certa expectativa, receio, pois, o ser humano tem medo do novo, do desconhecido. Recomendo que o paciente venha com a mente aberta e dê um voto de confiança nessa terapia, sobretudo, em seu mentor espiritual, que é um ser do bem, de luz. Por isso, costumo agendar com o paciente o mínimo de 6 sessões de regressão, para que o seu mentor espiritual possa lhe mostrar a cada sessão, preparando-o psicologicamente, o que ele precisa vivenciar. E a cada sessão, também, o paciente vai pegando mais confiança em si e nessa terapia, passando a entender melhor a causa e a resolução de seus problemas.

 

6 - Após uma sessão, como os eventos e/ou condições descobertos em uma vida passada ou mesmo na infância (e que já haviam sido “enterrados”) interferem na realidade do paciente — especialmente se situações traumáticas forem acessadas durante esse processo? Há um acompanhamento ou um aconselhamento para que o indivíduo consiga lidar e conviver com essas descobertas sob uma nova ótica? Quantas sessões seriam necessárias para concluir, de fato, um tratamento?
 
A TRE é como um jogo de quebra-cabeça, onde o mentor espiritual do paciente vai lhe mostrando as peças desse jogo, onde tudo vai se encaixando, fazendo sentido em relação à sua vida. Mas por quê? Essa terapia segue a máxima secular de Cristo: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertarás”. Realmente, constato em minha prática clínica, que a verdade realmente liberta os meus pacientes. Quando o seu mentor espiritual lhe mostra a causa verdadeira de seus problemas, o paciente os ressignifica, vendo-os, agora, sob uma nova ótica, um novo ângulo, portanto, mais bem compreendidos. Conforme já mencionei na pergunta anterior, de acordo com a minha expertise, pude constatar que 6 consultas é o mínimo necessário para que o paciente possa obter os benefícios dessa terapia. Mas vale aqui lembrar a máxima médica: “Cada caso é um caso”. Por isso, no final dessas consultas, fazemos sempre uma avaliação da necessidade ou não de dar continuidade ao processo terapêutico.

 

7 - Considerando que a Terapia Regressiva Evolutiva visa tratar o indivíduo em sua totalidade (corpo, mente e espírito) e possui uma linha tênue entre ciência e espiritualidade, é possível que algum espírito obsessor seja o causador de sofrimentos, traumas, fobias ou até mesmo transtornos psicológicos?
 
Sim. O espírito obsessor pode ser o causador de muitos males e sofrimentos no paciente, pois, é muito raro, nessa terapia, ele não ter nenhum obsessor espiritual. Não podemos esquecer que somos seres espirituais em evolução e, por isso, cometemos erros, prejudicamos as pessoas no passado, sobretudo, em vidas pretéritas. Por conta disso, criamos inimigos, ou seja, os nossos cobradores, obsessores espirituais.

 

Certamente, movidos a ódio e desejo de vingança, eles querem a qualquer custo nos prejudicar, provocando inúmeros problemas em nossas vidas, inclusive traumas, ocasionando não só os transtornos psicológicos (fobias, depressão, transtorno do pânico) mas, também, doenças físicas, resistentes aos tratamentos médicos convencionais como, por exemplo, dores inexplicáveis (enxaquecas ou dores musculares que migram pelo corpo), infecção urinária recorrente, dificuldade de engravidar, doenças autoimunes (diabete tipo1, retrocolite ulcerativa, síndrome da fadiga crônica, etc.).
 

8 - Também conhecida como A Terapia do Mentor Espiritual, a T.R.E. nos possibilita o contato com um tutor pessoal que nos guia e, em alguns casos, também nos protege; exercendo um papel de anjo da guarda. Como esse mentor é identificado durante uma sessão? Esse ser é sempre um antepassado ou existem outras formas em que ele pode se manifestar?

A figura do mentor espiritual pode ser um antepassado do paciente, mas, em muitos casos, não. Há mentores espirituais, que exerceram diversos papéis sociais nas vidas passadas dos pacientes, como marido, esposa, filho, pai, mãe etc. No entanto, muitos lhes dizem que nunca estiveram com eles em outras vidas, mas, sempre no plano espiritual. Por fim, há aqueles que são de sua família cósmica, estelar, isto é, de sua verdadeira família de onde os pacientes vieram, antes de reencarnar neste planeta.

 

9 - Algumas pessoas, após a T.R.E. relatam experiências remotas da infância, do nascimento ou até mesmo do útero materno, enquanto outras conseguem acessar outras vidas; todas com o potencial de entrar em contato com as dificuldades, situações problemáticas e traumáticas que reverberam até o momento presente. Existe alguma definição, característica ou método que determine até em que período um paciente pode regressar?


É importante esclarecer aos leitores, que a T.R.E. não se limita apenas a fazer os pacientes buscarem lembranças de seu passado – desta ou de outras vidas. Muitos, nas sessões de regressão, também passam por experiências espirituais inusitadas que transformam suas vidas profundamente, a ponto de suas visões e valores sobre a vida e a morte mudarem radicalmente. Porém, os seus mentores espirituais costumam ser muito objetivos, ou seja, vão lhes mostrar o estritamente necessário e que lhes será benéfico. São, portanto, muito responsáveis e cuidadosos na condução do processo terapêutico.

 

Digo sempre ao paciente, que, nesta terapia, não será eu, terapeuta, e, muito menos o paciente, que irá determinar onde regredir. O descortinamento do véu do esquecimento do paciente, fazendo-o reviver experiências traumáticas de seu passado, não é um procedimento simples, banal, como muitos pensam. Descortina-lo, por meio da regressão de memória, implica (muitas vezes) em remexer feridas muito dolorosas e antigas do paciente (a palavra “trauma” vem do grego e significa “ferida”). O trauma é, portanto, uma “ferida aberta”, “exposta”. É preciso saber mexer nessa ferida para cicatrizá-la. Se o paciente não estiver ainda preparado psicologicamente para regredir ao seu passado e passar por uma regressão de memória, pode agravar o seu problema. Por isso, na TRE, é sempre o mentor espiritual do paciente que irá determinar se ele vai ou não regredir.

 

10 - E para finalizar, e tranquilizar os leitores mais receosos, vamos a algumas das perguntas mais frequentes feitas para quem pretende fazer uma sessão de regressão: “mas você não tem medo? E se você descobrir alguma coisa e não conseguir tirar isso da sua cabeça? E se não conseguir voltar?”. Que conselhos ou argumentos o senhor daria a fim de desmistificar tais questionamentos?

 

O mentor espiritual do paciente jamais vai lhe revelar algo que ele não esteja preparado psicologicamente. Não existe a possibilidade de o paciente não voltar à vida presente, pois ele vai estar sempre consciente, não perde a consciência, durante a sessão de regressão de memória. Essa terapia é, sem dúvida, breve, segura e eficaz por ser uma terapia de precisão, pois, é o mentor espiritual de cada paciente que conduz o processo terapêutico. Faço uma analogia com o comandante de uma aeronave e o seu copiloto. O comandante é o verdadeiro piloto porque tem mais experiência, horas de voo, do que o seu copiloto.

 

Da mesma forma, o mentor espiritual é o verdadeiro terapeuta, na TRE, pois o conhece profundamente. Eu, como coterapeuta, sou um facilitador, busco auxiliar o mentor espiritual de cada paciente na condução do processo terapêutico. Agora, o que o seu mentor espiritual vai lhe mostrar ou não, nessa terapia, não é de minha alçada. O meu papel como facilitador, além de auxiliar o seu mentor espiritual para que lhe mostre a causa e a resolução de seus problemas, bem como às suas aprendizagens necessárias e indispensáveis à sua evolução espiritual, procuro abrir também o canal de comunicação entre ambos (embora muitos pacientes já vêm com o seu canal mediúnico aberto). E, uma vez aberto esse canal (aos que não o têm aberto), mesmo após o encerramento da terapia, muitos pacientes continuam se beneficiando em seu cotidiano, das orientações de seus mentores espirituais.

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