Até onde vai o nosso livre-arbítrio?


"A ciência não é um Deus todo poderoso que sabe de tudo". - Davi Kopenawa (líder da tribo Ianomâmi) Certa ocasião, uma paciente me procurou porque não estava conseguindo engravidar. Já tinha tentado de tudo, procurado vários especialistas, tendo ido até no exterior para realizar o seu desejo de ser mãe. Mas foi tudo em vão. Então, ela me perguntou se, através da TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) - abordagem psicológica e espiritual breve, sistematizada por mim em 2006, teria garantias de conseguir engravidar. Prontamente lhe respondi que compreendia o seu anseio, o desejo da maternidade; no entanto, eu lhe disse que a única coisa que poderia lhe garantir, nesse tratamento, era dar o meu melhor como terapeuta, pois o meu papel nessa terapia é procurar abrir o canal de comunicação entre ela e o seu mentor espiritual, para que ele pudesse lhe mostrar a causa de seu problema e sua resolução. Sendo assim, esclareci que, como facilitador, busco apenas auxiliar o seu mentor espiritual, criando às condições necessárias para que ele a oriente acerca de seu(s) problema(s). Ao regredir, ele lhe revelou a causa de sua dificuldade de engravidar: a prática de dois abortos na vida presente (na entrevista de avaliação, a paciente não mencionou esses dois abortos).

Então, seu mentor espiritual lhe explicou, que pelo fato dela ter infringido a Lei do Retorno (causa e efeito), uma da Leis Universais, ela estava colhendo o que havia plantado.

Portanto, como parte de seu processo de aprendizagem, não estava conseguindo engravidar por não ter valorizado àquelas vidas, com a prática do aborto. Recomendou, então, que fizesse de coração a oração do perdão, para que aqueles seres espirituais abortados fossem resgatados para a luz, e que só assim iria engravidar, trazendo-os novamente, como seus filhos. Outro paciente me procurou, por dois motivos: impotência sexual e vitiligo (doença dermatológica, resultado da falta de pigmentação de melanina, responsável pela coloração da pele). Ao regredir, o seu mentor espiritual lhe revelou que, numa vida passada, ele foi um desbravador, um bandeirante, cuja missão, junto com os seus comandados, era de preparar o terreno, desmatando à região, para que os colonizadores a povoassem.

Literalmente, cumprira à sua missão, desmatando e matando todos os índios que habitavam àquelas terras. No entanto, antes de tirar suas vidas, estuprava às índias. Numa outra encarnação, como feitor, mandava açoitar até à morte os escravos negros, pois, além de discriminá-los, nutria ódio por eles. Após mostrar-lhe essas duas vidas, seu mentor espiritual disse: "Com o problema da impotência sexual, você hoje aprendeu a lição: valorizar às mulheres, não as vendo mais como um mero objeto sexual, como ocorreu no passado. Você aprendeu; por isso, vamos lhe devolver sua potência sexual, mas o vitiligo é um pouco mais complexo, pois terá ainda que passar por outras experiências de vida para depois, aí sim, a medicina terrena curá-la. Após o término da terapia, alguns meses depois, o paciente mandou um e-mail me informando, que realmente havia se curado de sua disfunção erétil, a impotência sexual, mas não do vitiligo, embora não estivesse mais se alastrando em seu corpo.

Esse paciente, sem dúvida alguma, é outro exemplo da violação da lei do retorno, ou seja, pelo fato de ter violentado sexualmente às mulheres, naquela existência passada, e de ter discriminado os negros, veio hoje, com problemas de impotência sexual e vitiligo; este último, literalmente, veio para sentir na pele o que é discriminar o ser humano, como tinha feito no passado.

Sendo assim, como fica o nosso livre-arbítrio? Podemos mudar o nosso destino? O ser humano tem autonomia, liberdade de escolhas, de resolver seus problemas por sua livre e espontânea vontade? A resposta é não. Após conduzir mais de 50.000 sessões de regressão de memória pela TRE, aprendi com os mentores espirituais dos pacientes que a autonomia, ou seja, a liberdade de escolhas em nossas vidas vai depender das ações que praticamos no passado, seja desta ou de outras vidas.

Portanto, a questão do livre arbítrio obedece a seguinte equação: Quanto mais carmas negativos contraímos (fruto de erros do passado), menor será a nossa autonomia, a nossa liberdade de escolher que vida queremos ter; quanto menos carmas negativos, maior o nosso poder de escolha, de autonomia.


Desta forma, o destino é determinado pelas ações praticadas. Ou seja, a metade do destino do ser humano é determinada pelo seu passado, pela "ação do carma". Por isso, em meu consultório, o prognóstico se um paciente terá sucesso ou não, nessa terapia, vai depender do que ele plantou no passado (lei do merecimento). É por isso também, que, no início, após a criação da TRE, um mentor espiritual de uma paciente me mandou um recado (por meio da paciente) numa das sessões de regressão, dizendo: "Irmão, não prometa nada que não esteja ao seu alcance; a cada um aqui (paciente) será dado de acordo com suas obras, seus feitos (o que cada um fez no passado). Se plantou boas sementes, bons frutos o paciente irá colher, mas, se plantou más sementes, maus frutos colherá". Em outras palavras, em meu consultório, cada paciente recebe o auxílio que merece na quantidade e qualidade a que fizer jus. Fica claro por que, no final do tratamento, quando o paciente obtém a graça, a bênção, ao se curar, digo-lhe: "Agradeça de coração ao Altíssimo, ao seu mentor espiritual, e, parabéns, foi também mérito seu!" Caso Clínico: Por que essa depressão e insatisfação pela vida?

Mulher de 34 anos, casada, um filho. A paciente veio ao meu consultório, por conta de sua depressão, insatisfação pela vida, sentia que sua vida não fazia sentido. Por conta disso, chorava por qualquer motivo, sentia-se fraca, insegura e indecisa. Era frequente também acordar de madrugada e não conseguir mais dormir.


Veio de um lar onde os pais brigavam muito (pai era alcoólatra) e, por ele não ter conseguido superar esse vício, acabou desagregando à família. Por isso, ainda o culpava, apesar do pai já ser falecido.


Outro motivo que a trouxe ao meu consultório, era pelo fato de continuar ligada ao seu ex-namorado, apesar de ela ser casada. Queria entender também por que após o nascimento do filho,o encanto que tinha pelo marido havia acabado, e, por que não se relacionava bem com a sua mãe e seu irmão, pois, nutria pelos dois, muito ressentimento.


Ao regredir, a paciente me relatou: - Sinto muita dor, que vai do pescoço até a cintura. Não consigo me mexer (ela fala chorando). Sou paraplégica... É uma vida passada, eu me vejo sentada, numa cadeira de rodas. Da cintura para baixo, não sinto nada, não consigo me mexer. Sou mulher, branca, cabelos castanhos, devo ter uns 27 anos, visto uma roupa da década de 50. Acho que sofri um acidente, mas não sei explicar que tipo de acidente. Vejo uma senhora que cuida de mim, aparenta ter uns 65 anos, cabelo curto e grisalho... Acho que é a minha mãe dessa vida passada e também da vida atual. Sinto que tenho um irmão... É o mesmo da vida presente. Eu me isolei, acabei me afastando de todos pelo acidente que sofri. Tenho dificuldade de fazer amizades, pois não confio em ninguém... Sou amargurada, queria ter casado, constituído uma família. (pausa). Agora, sinto girar tudo ao meu redor... não para de rodar... É o acidente que sofri, estou caindo de um penhasco (paciente grita, chorando muito). Agora, ficou tudo preto. (pausa). Eu me vejo no hospital muito machucada, cheia de talas, de ataduras. Caí de um penhasco muito alto. Estou deitada num leito, fiquei muito tempo em coma, não sinto nada da cintura para baixo. Sinto também muita dor na coluna, nos braços e no rosto. (pausa). Na vida atual, também sofri um acidente, o ônibus em que eu estava viajando capotou e fraturei a coluna e a mandíbula. (pausa). Vejo, agora, o meu irmão dessa vida passada. A gente estava brincando, rodando em cima daquele penhasco... ele soltou sem querer às minhas mãos e acabei caindo. Esse acidente aconteceu, quando a gente ainda era adolescente. Depois do acidente, o meu irmão tentava me animar, queria me levar para sair, mas não aceitei, pois não queria ser um peso para ninguém. Na sessão seguinte, a paciente me relatou: - Vejo um senhor de barba e cabelos grisalhos. Ele veste uma túnica branca... diz que é o meu mentor espiritual. Fala que me mostrou aquelas cenas da existência passada para eu valorizar mais a minha vida e esclarece que hoje sofri aquele acidente de ônibus, onde fiquei três meses no hospital, para parar de me lamentar e jogar a culpa de tudo nos outros. Diz que ainda, que trago dessa vida passada a revolta por ter ficado paraplégica.


Fala novamente para valorizar mais a minha vida, pois hoje eu ando, tenho movimentos perfeitos, e que é para ir atrás das coisas que quero. Revela, que no acidente de ônibus que sofri, na vida atual, eu escapei por pouco, pois me deram uma segunda chance, não me tornando novamente paraplégica, como na vida passada.

Revela ainda, que, nessa existência passada, por ter ficado paraplégica, as brigas em casa entre os meus pais eram constantes e, não aguentando mais, minha mãe pegou o meu irmão e foi embora, nos abandonando. Meu pai se tornou alcoólatra e acabou morrendo embriagado. O meu mentor espiritual me explica, que pela lei do retorno todos voltamos, ou seja, reencarnamos juntos, na mesma família, para nos reconciliarmos.

Diz que o meu pai, por conta do alcoolismo, na vida atual, após o seu falecimento, ficou cinco anos no umbral (trevas), mas que agora foi resgatado e está sendo tratado no hospital do Astral. O meu mentor espiritual pede para que eu não o culpe mais, pois ele foi um problema grande para a minha mãe. Terapeuta: - Pergunte ao seu mentor espiritual por que você ainda continua ligada ao seu ex-namorado?


Paciente: - Ele diz que nós também éramos namorados naquela vida passada, mas que ele não quis me assumir por eu ter ficado paraplégica. Terapeuta: - Pergunte-lhe por que o relacionamento com o seu marido esfriou, após o nascimento de seu filho?


Paciente: - Em relação ao meu marido de hoje, esclarece, que ele só apareceu em minha vida para o meu filho reencarnar, pois ele não conseguiu vir naquela vida passada, como meu filho, por conta daquele acidente. Foi esse o motivo que o relacionamento com o meu marido esfriou, após o nascimento dele.

Pede para ser mais receptiva com a minha mãe e irmão, porque ainda guardo ressentimento deles, daquela vida passada. Sugere, que eu faça a oração do perdão para que possamos nos reconciliar. O meu mentor espiritual fala ainda, que vou ser muito feliz (paciente fala, emocionada). Ele, agora, está se despedindo, indo embora.


Conclusão:


No final do tratamento, a paciente me disse que estava se sentindo mais calma, segura, mais confiante, não estava mais chorando por qualquer motivo, pois se sentia mais forte. Comentou também, que estava acordando mais disposta, pois não estava mais acordando de madrugada.



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