Ligações de Vidas Passadas


Durante séculos, a reencarnação era assunto exclusivo dos filósofos, religiosos e místicos. A partir da década de 50 a ciência começou a pesquisar esse assunto dentro de uma metodologia científica, embora sujeita a críticas, devido à peculiaridade do objeto em estudo (a reencarnação pressupõe não apenas a existência do espírito, mas também sua sobrevivência à morte.


No entanto, como provar empiricamente a existência da alma, do espírito, algo não palpável, concreto, não visível a muitas pessoas? É importante ressaltar, que a cultura ocidental é fundamentalmente uma cultura tecnicista e materialista, onde o materialismo científico ainda é muito presente.


O mesmo não ocorre na Índia, onde a reencarnação é parte de seus fundamentos filosóficos e a ideia de que vivemos mais de uma vez é tão comum para eles como os credos religiosos ocidentais o são para nós.


Desta forma, em todas as partes do mundo existem os que acreditam na tese da reencarnação, sem precisar de provas ou evidências, pois sua crença é visceral, espontânea, vem da alma, do espírito.


Mas há também os que são irredutíveis, preconceituosos, fechados acerca da existência de outras vidas, que normalmente invalidam tudo, mesmo diante de provas indiscutíveis sobre a existência do espírito, sua sobrevivência à morte, e as sucessivas encarnações em corpos diferentes na vida terrena. Por último, há os que têm dúvidas, não estão convencidos, mas também não desacreditam de todo na existência do espírito e da reencarnação. Entretanto, precisam de provas para acreditar.


Dom Inácio de Loyola (Jesuíta da Companhia de Jesus) dizia: "Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível".


Não obstante, a dúvida deve ser respeitada da mesma forma que merece respeito a crença. A dúvida à qual me refiro é a dúvida investigativa, daqueles que por ora não acreditam, mas estão abertos e receptivos para investigarem algo que desconhecem.


Neste sentido, o benefício da dúvida é dado àqueles que não duvidam por duvidar, mas, aos que, embora não tenham certeza, vão buscar se informar, esclarecer, refletir e, a partir daí, tirar suas próprias conclusões.

São os que vivenciam, experienciam por si mesmos e não se baseiam apenas no que os outros dizem. Sabem que a fé só se torna certeza através da vivência.


É o convite que faço aos meus pacientes, antes de passarem pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006.


Nesta terapia, como terapeuta, o meu papel é procurar abrir o canal de comunicação do mentor espiritual (ser desencarnado responsável diretamente pela nossa evolução espiritual) de cada paciente para que ele possa orientá-lo melhor acerca de seus problemas e de sua evolução espiritual.


Em muitos casos, o mentor espiritual do paciente irá lhe revelar suas vidas passadas, como causa de seus problemas e, ao final do tratamento, é o próprio paciente que deverá chegar a uma conclusão honesta e sincera consigo mesmo, sobre o que vivenciou em sua experiência com o seu mentor espiritual.


Fundamentalmente, dentro de uma metodologia cientifica, muitos cientistas vêm pesquisando a reencarnação de várias maneiras distintas:


1) Recordações espontâneas de suas vidas passadas, utilizando-se da regressão de memória, através da hipnose (é o caso da TRE - Terapia Regressiva Evolutiva - A Terapia do Mentor Espiritual);


2) Através de médiuns ou sensitivos, que fazem captação (eles acessam o campo de energia das pessoas e lhes revelam suas encarnações passadas);


3) Através de marcas de nascença em adultos e crianças, que se recordam espontaneamente dessas marcas, oriundas de uma vida passada;


4) Sonhos recorrentes (comumente, são lembranças, reminiscências de vidas passadas);


5) Déjà vu (termo em francês, que significa "já visto", onde temos a sensação de familiaridade, de que uma pessoa nos é familiar, ou que já estivemos num determinado lugar; a familiaridade é sempre um descortinamento da ponta do "véu do esquecimento" do passado);


6) Meditação (em meditação, por estarmos em estado alterado de consciência, é possível também recordarmos as vidas passadas);


7) Presenças espirituais obsessoras. Na TRE é comum, nas sessões de regressão, uma entidade espiritual obsessora (desafeto do passado) do paciente, manifestar-se, acusando-o do mal que lhe fez em uma vida passada.


Neste aspecto, a presença espiritual obsessora é uma das provas mais contundentes de que já vivemos em outras encarnações.


Veja, a seguir, o caso de um paciente que sofria de cansaço, indisposição, desvitalização (falta de energia), desmotivação e sonolência constantes, por conta de uma interferência espiritual obsessora. Caso Clínico: Desvitalização e sonolência constantes

Homem de 29 anos, casado. O paciente veio ao meu consultório, queixando-se de muito cansaço, indisposição, desmotivação, desvitalização, estava quase sem energia para viver. Sentia também um vazio, uma tristeza e uma sonolência constantes nos fins de semana (se pudesse, dormia direto).


A esposa e filhos o cobravam muito por não sair nos fins de semana, pois só queria dormir. Fez todos os exames médicos necessários, mas os resultados deram todos normais. Por último, sentia-se perdido, sem rumo em relação ao lado espiritual (era médium de incorporação consciente, mas não se encontrava espiritualmente). Ao regredir, ele me relatou: "Vejo muitas cobras em volta de um homem. Ele está pregado numa cruz, que está fincada num chão de terra. A cabeça dele está caída -não vejo o seu rosto-, está sem camisa, há só um pano amarrado na cintura". - Por que ele está crucificado? Quem fez isso?


"Acho que fui eu que o crucifiquei... A impressão que tenho é que esse homem era um auxiliar meu em alguma atividade, mas ele não queria mais fazer parte disso tudo. (Pausa).


Sinto o meu corpo todo gelado, as minhas mãos estão formigando (nesta terapia, quando um paciente sente o corpo gelado e suas partes formigando, é sempre por conta da presença de um ser espiritual obsessor das trevas, que se encontra em local muito gelado, escuro e de sofrimento.


Daí o paciente sentir calafrios ou um frio intenso e formigamento, por captar o campo vibracional do ser espiritual). Alguém está me dizendo: - Você vai pagar por tudo o que fez para mim”. - Pergunte para esse ser espiritual o que você lhe fez no passado?


"Não vem resposta (é comum o obsessor espiritual não responder, obviamente para dificultar o tratamento. Aliás, é frequente o obsessor espiritual sabotar o tratamento, dificultando de todas as formas possíveis a vinda do paciente à terapia).


Estou pedindo perdão a esse ser espiritual, por tudo que tenha feito de mal a ele, mas não sei o que lhe fiz no passado (por conta do "véu do esquecimento", estamos todos na condição de seres amnésicos nesta vida terrena; desta forma, não lembramos de nossas experiências reencarnatórias, como se estivéssemos pela primeira vez aqui na Terra).


Esse ser espiritual está me dizendo: - Palavras não servem para nada, quero que você sinta tudo o que eu senti. Você me fez perder o que eu tinha de mais importante, inclusive à minha vida.


Você gostava muito de enganar as pessoas, fazendo com que todos te seguissem, mas era tudo mentira. Eu nunca quis fazer o mal, mas fui enganado pelas suas mentiras. Enquanto não te derrubar, não vou me sossegar.


É esse ser espiritual obsessor que está sugando às minhas energias e, com isso, ele me deixa cansado, desvitalizado, e com sono.


Vejo, agora, uma vida passada, um castelo medieval, os muros são altos, de pedra. Vem em pensamento (paciente intui) que eu era um bruxo ou um mago.


Vejo um campo de batalha, eu manipulo energias para que o exército desse castelo invada um vilarejo de camponeses.


Digo ao senhor feudal que os deuses pedem para invadir o vilarejo, botar fogo em tudo porque existem moradores que mexem com magia negra e, com isso, vão se voltar contra o castelo.


Ao mesmo tempo, no vilarejo, falo para os moradores que eles devem seguir às minhas palavras para que os deuses protejam o vilarejo. Eu os influencio para que sigam os meus conselhos para ficarem protegidos de ataques inimigos (pausa).


Vejo, agora, um homem com uma criança no colo. Ele segura essa criança erguendo-a ao alto, ofertando-a num ritual de magia negra. Há uma mulher chorando, gritando, deve ser a mãe dessa criança". - Avance mais para frente nessa cena.


"A criança está cercada por várias cobras. O homem que estava ofertando a criança nesse ritual é o pai dela. Ele é aquele homem que vi na cruz e que foi também picado pelas cobras.


A mãe da criança, após o sacrifício, suicidou-se, e o pai se voltou contra mim; foi por isso que o coloquei na cruz. Ele fazia tudo o que eu mandava.


Disse-lhe que se fizesse esse sacrifício com o filho, algo muito bom (não me lembro o quê) iria acontecer em sua vida. Escolhi o seu filho para o sacrifício porque ele tinha algo de especial (pausa).


Por trás das cobras, vejo uma que é bem maior, bem grande e mais larga também. Eu ofereço a criança para essa cobra, que a quer muito. A cobra é um ser espiritual das trevas. Eu a cultuo. (pausa).


Agora, sou eu que estou sendo picado pelas cobras. Estou num lugar muito escuro, no umbral (astral inferior, reino das sombras, das trevas), morto, em espírito. Sinto muito frio nesse lugar". - Veja como você morreu nessa vida passada?


"Há uma mão apertando o meu pescoço e a outra segura uma espada sobre a minha testa... É aquele senhor feudal que manipulei fazendo com que invadisse o vilarejo. De alguma forma a magia se "quebrou" e ele ficou sabendo que, na verdade, eu era um bruxo. Ele aperta o meu pescoço, me joga na fogueira e sou queimado". - Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer nessa sessão?


"Sinto um calor no peito (chacra cardíaco), uma luz bem forte, é muito bom. Aquele frio que estava sentindo, desapareceu. Ele fala que nessa vida passada me foram dados dons para ajudar às pessoas, mas não fiz isso, acabei me desviando de meu caminho, utilizando às forças negativas das trevas, prejudicando muitas pessoas.


Eu só pensava em minha ambição, na busca pelo poder e, com isso, acabei me tornando um escravo dos seres das trevas. Após morrer na fogueira, fui levado pelos seres das trevas.


No umbral, cada uma daquelas cobras que me picavam representava às pessoas que prejudiquei, que eu matei, ou seja, pela lei da ação e reação, fui picado por elas para pedir perdão, resgatar o mal que lhes causei. Fiquei muito tempo nas trevas, não aguentava mais sofrer, até que um dia aceitei o auxílio dos seres de luz.


O meu mentor espiritual me diz que fui encaminhado ao consultório do senhor para ter conhecimento dessa vida passada e, com isso, perder o medo que tenho de desenvolver o meu lado espiritual como médium de incorporação.


Alguns dos espíritos, que pedem para eu dar passagem (incorporar) são também os que prejudiquei naquela vida passada. Preciso ajudá-los para que eles também evoluam espiritualmente, mas, para isso, preciso confiar e deixar o medo de usar os meus dons mediúnicos, pois, desta vez, irei usá-los para ajudar às pessoas.


Ele fala que o meu principal objetivo em fazer essa terapia foi superar o medo de trabalhar como médium. Aquele ser espiritual que crucifiquei naquela vida passada continua nas trevas, apesar de, em várias encarnações, eu tentar ajudá-lo.


Ele sempre vem me prejudicando, pois ainda existe um resgate cármico entre nós, e o perdão tem que ser mútuo.


O meu mentor espiritual reitera para eu acreditar em mim, nos meus mentores espirituais, em todos os seres de luz que estão à minha volta, e que precisam de mim como meio de comunicação com o plano superior para eu desenvolver este trabalho de auxílio, de caridade, de esclarecimento aos encarnados e desencarnados.


Fala que vai me ajudar, me intuir a encontrar um centro espírita adequado para o meu trabalho mediúnico. Pede para não me preocupar que vou ser encaminhado até lá.

Pede também para me manter no caminho da luz, que assim serei protegido pelo plano superior.


Ele te agradece pelo seu trabalho que você vem fazendo com muitas pessoas, e que se eu não tivesse vindo a essa terapia, não iria conseguir cumprir nesta encarnação o que me comprometi a fazer". No final do tratamento, o paciente me disse que não estava mais sentindo cansaço, falta de energia, desmotivação, sono, e nem tristeza e vazio. Não estava mais tendo também pesadelos.


Estava firme e forte em suas orações diárias; sua fé em Deus e nas forças invisíveis haviam aumentado, bem como a sua sensibilidade mediúnica.







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