O Poder da oração como fator de Cura

O Poder da oração como fator de Cura


"Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso meio de que se dispõe para demover de seus propósitos maléficos o obsessor". (A Gênese, Allan Kardec, cap. XIV, item 46). Médicos norte-americanos têm se dedicado a pesquisar o valor da fé e o papel exercido pela oração no auxílio da cura dos pacientes.


A ação terapêutica da oração, na cura do enfermo (respeitada a formação religiosa do paciente) passou a ser observada de forma sistemática pelos médicos, ao constatarem que os pacientes que se valiam de preces diárias, da fé, de visualizações mentais positivas e da certeza da melhora, recuperavam-se mais rapidamente dos que não adotavam as preces diárias, não tinham fé e o otimismo como apoios. Na antiguidade, havia uma estreita relação entre a medicina e a religião. Tempos depois, houve uma ruptura desses dois segmentos, pois a medicina estruturou-se em conceitos puramente organicistas, materialistas, recusando-se a levar em conta a realidade espiritual do ser humano. Não obstante, contra fatos não há argumentos. Na minha prática clínica em meu consultório, na T.R.E. (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual - abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006 é comum o paciente se curar da enfermidade de sua alma, após fazer a oração do perdão para o desafeto de seu passado (obsessor espiritual).


Em verdade, obsessor e obsidiado precisam render-se à terapêutica do perdão, única alternativa de cura definitiva para ambos. É importante esclarecer ao leitor, que a medicina cuida do corpo e a T.R.E. trata da alma, do espírito.


Desta forma, como terapeuta da alma, prescrevo sempre ao paciente obsidiado a oração do perdão para se reconciliar com o seu desafeto espiritual. Entretanto, muitos se julgam incapazes de orar ou acham que suas preces não terão a eficácia necessária para se libertarem de seus obsessores espirituais.


Ressalto sempre aos meus pacientes não desqualificarem, subestimarem a força da prece como instrumento de cura, pois o obsidiado só se libertará de seu desafeto se dispuser a promover sua auto-desobsessão.


Neste aspecto, esclareço ao paciente o quanto a sua participação é fundamental para o êxito do tratamento. Por conta disso, quando na sessão de regressão o obsessor espiritual do paciente se manifesta, acusando-o do prejuízo que lhe causou numa vida passada, prescrevo sempre a oração do perdão, explicando sobre a necessidade de orar regularmente em seu cotidiano, assumindo a parte que lhe compete no tratamento, pois o paciente é o agente de sua própria cura. Para melhor compreensão desse artigo, veja o caso de uma paciente que estava sendo assediada por vários obsessores espirituais (sem saber), que estavam criando vários problemas em sua vida. Caso Clínico: Assédio Espiritual. Mulher de 50 anos, casada, 2 filhas. A paciente veio ao meu consultório com vários problemas de saúde: dores de cabeça constantes, mioma uterino (tumor), oscilação constante em sua pressão arterial. Sentia também muito frio, dores no corpo, na nuca, nas costas, peso na cabeça, febres e mau-humor.


Fez todos os exames médicos necessários e não acusou nada. Tinha problemas de insônia (demorava a dormir e acordava muito de madrugada), pois o movimento financeiro de seu comércio estava muito fraco, e pensava em encerrar às atividades.


Era reservada, tímida, insegura, tinha medo de tomar decisões e errar. Queria entender, também, por que se dava bem com a filha caçula, mas com a mais velha não tinha afinidade, brigavam constantemente, viviam estressadas e nervosas. - Ao regredir, ela me relatou: "Vieram em flash, muito rápido, duas sombras, uma pequena, de criança, e a outra, grande, de uma mulher. Acho que são mãe e filha (nas sessões de regressão é comum o paciente trazer recordações de uma vida passada ou de seres espirituais, como é o caso da paciente, em forma de flashes, lampejos, cenas fugazes).


As duas sombras (seres das trevas) estavam uma ao lado da outra (pausa).

Vejo, agora, vários vultos escuros, enfileirados aqui no consultório (paciente me relata, deitada no divã). Todos estão enfileirados ao redor do divã. Estou com medo, eu me sinto acuada (paciente fala, chorando).


Sinto tristeza e sinto-me sufocada, as minhas mãos e o meu corpo (a parte superior) estão formigando muito (ela estava sendo assediada pelos espíritos obsessores das trevas). É uma total escuridão (o umbral, reino das trevas é muito escuro e frio).


Sinto (ela intui) que eles não querem que eu enxergue nada nessa sessão de regressão e que assim me cure, estão sabotando esse tratamento. Querem vir imagens, mas tem uma névoa cinza, que me impede de ver algo (pausa). Agora, não vem mais nada". - Ao final dessa sessão, prescrevi a oração do perdão para que ela se reconciliasse com esses