Os obsessores espirituais nem sempre são inimigos



É muito raro uma pessoa perceber que está sendo assediada espiritualmente


É muito raro uma pessoa perceber que está sendo assediada espiritualmente, pois os seres das trevas se aproveitam de seu estado de invisibilidade para prejudicá-la, sabotando sua vida. Obviamente, a vida tem seus percalços, obstáculos naturais, próprios desse planeta de provas e expiações. No entanto, digo ao meu paciente, no final do tratamento, após seu obsessor espiritual ser levado à luz, que sua vida não era para ter sido tão difícil, travada. Faço uma analogia, comparando a vida do paciente obsediado a de um carro em movimento, com o freio de mão puxado, e era o seu obsessor espiritual que estava emperrando, sabotando, não deixando a sua vida fluir naturalmente.


A mudança que ocorre na vida do paciente, após o seu obsessor espiritual ir para a luz Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) é impressionante a mudança que ocorre na vida do paciente, após o mesmo ter se reconciliado com o seu obsessor espiritual - através da oração do perdão - e tê-lo ajudado a ir para a luz. É por isso, que costumo lembrar aos meus pacientes, o velho jargão médico: “Eliminando-se a causa, eliminam-se também os sintomas”. Mas é importante esclarecer, que a maioria das pessoas (que acredita na existência dos obsessores espirituais) acha que esses obsessores espirituais, habitantes das trevas, são sempre os seus desafetos espirituais, que por terem sido prejudicados no passado, seja desta ou outras vidas, movidos a ódio e vingança, querem ajustar às contas.


Há obsessores espirituais, os iludidos, que querem o nosso bem, mas acabam nos prejudicando Todavia, nem sempre são inimigos, pois existem àqueles que não querem o nosso mal; pelo contrário, querem o nosso bem, e acham que estão nos ajudando, mas nos prejudicam.

São os que eu classifico de iludidos, pois, assim os denominei, por dois motivos: a) Não têm consciência, ainda não caiu a ficha que morreram, que estão desencarnados e, portanto, não pertencem mais ao mundo dos vivos; b) Muitos têm, sim, consciência de que morreram, mas não conseguem ir para a luz, pois estão ainda apegados ao paciente. Portanto, também, são obsessores espirituais, e, por ignorância e falta de esclarecimento, prejudicam a vida do paciente. Em sua maioria, são parentes - desta ou de outras vidas (pai, mãe, irmão, tio, avós) - ou alguém de seu passado, com quem tiveram um relacionamento amoroso (marido, esposa, amante).


Paciente de 28 anos, solteira É o caso de uma paciente, cujo insucesso amoroso atual, era fruto da ação de um ser espiritual obsessor iludido, marido de sua existência passada.


Por que os meus relacionamentos amorosos não dão certo e tenho compulsão em comprar? Ela veio ao meu consultório, querendo entender por que em todos os seus relacionamentos amorosos, quando se tornavam sérios, os homens desapareciam, sumiam sem dar uma justificativa. Simplesmente rompiam o relacionamento de forma brusca, inesperada. Outro motivo que a trouxe ao meu consultório, era entender também por que tinha uma compulsão desenfreada em comprar as coisas, sem necessidade. Na 3ª sessão de regressão, ela me relatou: Paciente: - Sinto o meu braço esquerdo pesado e dormente (normalmente, nessa terapia, essas sensações físicas, são sempre indícios de uma presença espiritual obsessora. O peso no braço se dá pelo fato de o ser das trevas estar segurando à paciente; a dormência é por conta de ela perceber, sentir o campo vibracional do ser espiritual obsessor). Terapeuta: - Pergunte a esse ser espiritual o que ele sente por você?


Paciente: - Parece que ele sente amor por mim. Sinto um calor... ele está me abraçando (fala, chorando).

Terapeuta: - Peça para ele se identificar.


Paciente: - Diz que é o meu homem, meu esposo, de uma vida passada. Terapeuta: - Pergunte-lhe qual o motivo de estar aqui?


Paciente: - Fala que não quer me abandonar, pois, havia entre nós, um amor muito grande nessa existência passada, e que ele acabou morrendo prematuramente, num acidente de carro. Fala ainda que, após sua morte, ele me procurou, durante um bom tempo, e como conseguiu me localizar, não vai querer me deixar. Terapeuta: - Pergunte se ele já ouviu falar no plano espiritual de luz?


Paciente: - Diz que sim, mas não quer ir para lá, porque acha que não irá me ver mais. Deixa claro, que ele não quer isso, porque me ama muito... Eu também sinto um amor muito grande por ele (paciente fala, chorando muito). Terapeuta: - Pergunte-lhe se tem consciência de que está lhe prejudicando?


Paciente: - Diz que não consegue suportar me ver com outro homem. Sabe também que o amo, que compro às coisas compulsivamente, para preencher o vazio, que sinto por ele não estar comigo, na vida atual. Mas faz questão de me dizer que está sempre comigo, embora eu não o perceba. (pausa). Não o vejo muito claramente, mas ele é jovem, tem pele clara, cabelos castanhos, fisionomia bonita e calma. Agora, estou me recordando... eu já sonhei uma vez com ele. Achei que fosse um mero sonho. Terapeuta: - Pergunte qual é o nome dele?


Paciente: - É Marcelo, diz que vivemos juntos no Rio de Janeiro. Terapeuta: - Diga-lhe que o amor que vocês viveram nessa vida passada foi realmente belo e muito intenso e que o acidente de carro que ele sofreu, e que o levou ao desencarne, foi realmente muito doloroso e traumático para os dois; no entanto, vocês, agora, estão em planos diferentes, e por mais que isso seja doloroso para ambos, é necessário que ele busque o caminho da luz, pois, estando sempre com você, isso a prejudica, bem como a ele também. Se for da vontade de Deus, numa outra oportunidade, vocês ainda irão se reencontrar (paciente conversa com ele, chorando muito). (pausa).

Dr. Osvaldo, está muito difícil conseguir convencê-lo, ele chora muito... Ele pega na minha mão, fala que não, que não quer ir embora. (pausa). Terapeuta: - Você quer falar mais alguma coisa para ele?


Paciente: - Marcelo, sei que é muito difícil ficarmos separados. Eu te amo muito, mas, cada um precisa seguir o seu caminho. Vou te esperar com muito amor. (pausa). Dr. Osvaldo, ele só chora. Terapeuta: - Diga-lhe que você irá ajudá-lo, orando, para que ele tenha força e coragem e pedir ajuda aos espíritos amparadores, para ser levado à luz. Fale que se ele pedir ajuda, no plano de luz será orientado, amparado, cuidado, e irá entender muitas coisas em relação à sua vida. (pausa). Ele me diz que ainda não se sente preparado para ir. Terapeuta: - Fale que tudo tem sua hora, que respeitamos o seu momento. Mas, diga-lhe que você não vai abandoná-lo para sempre, que ele pode confiar... que você irá orar por ele.

Paciente: - Ele me pergunta quem irá me proteger? Terapeuta: - Fale que todos nós, inclusive ele, temos um mentor espiritual e um anjo da guarda que estão sempre nos orientando, nos protegendo.


Paciente: - Dr. Osvaldo, ele ainda está um pouco cético, fica na dúvida em aceitar ir para a luz. Mas falou que não vai mais me prejudicar, interferir em minha vida. Ele agradece e beija à minha mão. No final dessa sessão, pedi para que a paciente orasse por ele, mandando-lhe a luz dourada de Cristo, visualizando-o sendo banhado, iluminado por essa luz Crística.


Na sessão seguinte (4ª e última), ela me disse: Paciente: - Sinto um pouco de frio e o meu braço esquerdo está também um pouco pesado (ela estava sentindo frio, por conta da presença de um ser das trevas, um lugar gélido, fétido e escuro). Terapeuta: - Com certeza, há uma presença de um ser das trevas à sua esquerda. Peça para que esse ser espiritual das trevas se identifique


Paciente: - Diz que é o Marcelo... está acariciando o meu cabelo. Fala que veio se despedir de mim, que eu estava certa, realmente estamos separados em dimensões diferentes. Por isso, tenho que tocar à minha vida, que as coisas têm que acontecer naturalmente, e que ele não irá mais interferir em minha vida. Esclarece, que custou muito a entender isso, que não só ele, mas que eu também estou sofrendo.

Fala que as emanações de paz e amor que vibrei, através das minhas orações, fizeram com que ele caísse em si, se conscientizasse de que não é o momento de ficarmos juntos. Mas que vai para a luz com muita dor, pois me ama muito... Reafirmo o que lhe falei na sessão passada: mesmo ele indo para a luz, não vou esquecê-lo jamais, vou continuar emanando luz para ele. Ele está agradecendo, beija minha testa, chorando, ele me pergunta se posso lhe dar um abraço de despedida... Digo que sim... Estamos, agora, abraçados (paciente fala, chorando muito). (pausa).


Conclusão:

Há um ser de luz, vestido de branco... está do lado dele. Diz que, agora, precisa levá-lo para a luz. O Marcelo está se despedindo, e me diz: - Tchau, meu amor, até um dia! Falo para ele confiar, que vai ficar tudo bem... Eles estão indo embora. (pausa). Estou me sentindo triste, mas, ao mesmo tempo aliviada, porque sei que ele ficará bem no plano espiritual de luz.


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