Por que sinto um vazio, insatisfação?


Muitas pessoas se sentem confusas, perdidas, insatisfeitas e inquietas porque a alma é impiedosa, implacável, cobra-nos sempre, quando não estamos dando o nosso melhor ou nos desvirtuando de nosso verdadeiro propósito de vida, à qual viemos na encarnação atual. Por isso, esse vazio, insatisfação, que a nossa alma sente.


Costumo dizer aos meus pacientes, alunos(ministro também cursos de formação de terapeutas em TRE) e aos leitores de meus artigos, em meu site pessoal, que a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pela nosso aprimoramento espiritual) - abordagem psicológica e espiritual breve, sistematizada por mim em 2006, que essa terapia é, sem dúvida alguma, uma grande bênção, pois, nessa terapia, o paciente tem a oportunidade - através de seu mentor espiritual - não só de saber a causa de seu(s) problema(s) e sua resolução, bem como se está ou não no caminho certo, cumprindo o seu verdadeiro propósito de vida à qual veio na encarnação atual.


Portanto, é comum o mentor espiritual mostrar ao paciente - através da regressão de memória - que ele está se desvirtuando de seu verdadeiro propósito de vida e, o pior, na maioria das vezes, reincidindo nos mesmos erros, em várias encarnações, inclusive, na vida atual.


Ressalto ainda, que, essa revelação, o paciente só saberia, após o seu desencarne no Astral Superior. Mas aí já é tarde, pois desperdiçou toda uma encarnação. Com isso, terá que reparar os seus erros na próxima encarnação.


Veja a seguir, o caso de uma paciente que passou pela TRE e foi alertada pelo seu mentor espiritual de que estava repetindo o mesmo erro, o mesmo comportamento errático, em várias encarnações, abandonando suas famílias, deixando-as desamparada, à míngua, por conta de seu egoísmo. Caso Clínico: Por que afasto os homens, não me entrego nos meus relacionamentos afetivos?

Mulher de 33 anos, solteira. A paciente me procurou, querendo entender por que sentia constantemente um vazio, buscava algo, sem saber o quê? Apesar de ter saúde, casa, família e um bom emprego, sentia-se insatisfeita, angustiada. Sentia-se também muito sozinha, pois afastava os homens, só vindo a perceber depois. Mesmo querendo, havia uma resistência em se envolver afetivamente.


Não tinha também muita paciência com as pessoas, de ouvir os seus problemas. Não confiava nelas, mesmo em seus familiares, pois sentia-se uma “estranha no ninho”. Reunião familiar de fim de ano era um tormento, pois sentia que seus familiares e parentes a criticavam de forma destrutiva, ofensiva. Nutria, portanto, um sentimento persecutório por parte deles; isso ocorria também com os seus pares, colegas de trabalho. Por último, queria entender por que desde criança sofria de alergia?


Ao regredir, ela me relatou: - Vejo uma casa estilo holandês...É uma vida passada, em 1920. Vejo também um gramado, uma mulher com um vestido de época, tecido rosa, bem leve, de seda. Ela aparenta ter uns 20 anos, é magra, seu cabelo é preto e longo. Ela anda nesse gramado, pensando na vida... Ela está angustiada. (pausa). Terapeuta: - Veja por que ela está angustiada?


Paciente: - Ela entra em sua casa, é toda de madeira. Tem um menino, ele usa uma roupa de marinheiro, de criança. Ele é branquinho, cabelo preto, aparenta ter uns 5 anos. Ele brinca na sala. Terapeuta: - Veja quem é esse menino?


Paciente: - Ele é o filho dela, moram só os dois nessa casa. Terapeuta: - E o pai da criança?


Paciente: - Ela está angustiada porque ele foi embora. Ela está preocupada como vai ser a vida dela, como vai cuidar de seu filho? Terapeuta: - O que aconteceu para ele ir embora?


Paciente: - Ele simplesmente foi embora, mas ela não sabe o porquê. Terapeuta: - Avance mais para frente nessa cena.


Paciente: - O pai da criança aparenta ter uns 30 anos, usa um bigode e um chapéu de época. Ele a engana com outras, mas ela não sabe disso. Por isso, ele foi embora... Eu acho que esse homem sou eu. Terapeuta: - Avance mais para frente nessa cena.


Paciente: - Vou embora, sou egoísta, penso só em mim, não penso nela e nem na criança. Não quero me prender, deixo tudo para trás. Vou para outra cidade, conheço outras mulheres, eu as iludo prometendo coisas, mas não cumpro. Falo que vou casar com elas, não penso nas consequências do que falo. Terapeuta: - Você teve outros filhos?


Paciente: - Que eu saiba, não. Resolvi viver sozinho, em nenhum momento me arrependo pelo que faço. Terapeuta: - Avance mais para frente nessa cena, anos depois.


Paciente: - Moro sozinho, num quarto e cozinha. Estou bem mais velho, acabado, cabelo grisalho, não tenho saúde. Abusei do álcool, das mulheres, muitas noitadas, farras. Eu me arrependo de ter abandonado à minha família e por ter iludido várias mulheres. Eu me sinto só, doente, não tenho vitalidade. Terapeuta: - Veja como termina essa vida?


Paciente: - Estou vendo um lago... Quero me suicidar, mas não tenho coragem. Penso que nem isso consigo fazer, fico arrependido por ter prejudicado tanta gente. Morri só, abandonado, num quarto. Demorei para morrer, fui definhando, depressivo, sozinho de tudo, dos amigos, da família. Morri consciente de que a culpa foi minha, que tinha tudo, mas não valorizei. Nunca mais vi a minha esposa e o meu filho, nessa vida passada. Terapeuta: - Veja o que acontece com você após sua morte física?


Paciente: - Vou para o plano espiritual, um lugar que parece uma planície, gramado, bem plano, é bem agradável... O meu mentor espiritual me recebe, pergunta se tenho consciência dos erros que cometi, ou seja, de ser egoísta e abandonar a minha família.

Ele me fala: - De novo você teve o mesmo comportamento de outras vidas... Estou envergonhado, pois o fato de ser um reincidente, me faz sentir culpado porque o meu mentor espiritual está me orientando com muito amor.

Não entendo por que faço tudo isso, sabendo que estou errado. No entanto, sempre tenho uma chance de voltar, reencarnar e tentar consertar os meus erros. Ele me esclarece, que pelo menos em duas encarnações tive o mesmo comportamento de abandonar a minha família, viver sozinho, abusar da bebida e das mulheres.

Ele me alerta, que a vida atual é a minha última chance de não mais abandonar à família, de viver de forma egoísta, pensando só em mim. Explica, que tenho esse comportamento mimado também com os meus pais e irmãs da vida atual, bem como com os meus colegas de trabalho.

Reitera, que preciso ser menos egoísta, senão vou repetir a mesma conduta, caso venha a constituir uma família. Esclarece, que o meu egoísmo se manifesta também na falta de paciência que tenho ao escutar às pessoas, quando elas vêm falar de seus problemas. Revela, que eu também fazia isso nas vidas passadas, quando abandonei às minhas famílias.

Diz ainda, que, na vida atual, não permito me entregar nos relacionamentos afetivos, eu me saboto porque tenho medo de constituir uma família e vir a errar novamente, abandonando-a como fiz no passado.

Ele me pede para não ter medo da responsabilidade de ter filhos, pois é isso que me bloqueia de encontrar o meu verdadeiro companheiro. Diz que está perto de eu encontrá-lo, e o que vai preencher o meu vazio, insatisfação e angústia, é constituir uma família. Terapeuta: - Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro propósito de vida?


Paciente: - Diz que é constituir uma família, bem como dar mais amor às pessoas. Terapeuta: - Pergunte ao seu mentor espiritual por que você se sente uma estranha na sua família?


Paciente: - Fala que eu não sou uma “estranha” na minha família, que isso não é real, que não corresponde à verdade. Na realidade, sou eu que me sinto rejeitada e não que eles me rejeitam. O mesmo ocorre com o sentimento persecutório que sinto, não só com a minha família e parentes, mas também com os colegas de trabalho.

Ele me indaga: - Você não se cobra? Então, como você se cobra, projeta nos outros a sua autocrítica, achando que as pessoas a criticam, a perseguem. Terapeuta: - Pergunte-lhe de onde vem a sua alergia?


Paciente: - Fala que vem da culpa de ter abandonado à minha família nas encarnações passadas, pois essa doença é uma forma de me punir, me agredir. Terapeuta: - E como você pode superar essa culpa?


Paciente: - Amando mais às pessoas, ele me responde.



Conclusão:


Revela, que o nome dele é Albano, e que vai estar sempre comigo; pede novamente para não ter medo de formar uma família, que tudo vai se resolver, e que é para confiar. Finaliza dizendo, que o que eu soube nessa terapia foi o suficiente... Ele se tornou um pontinho de luz... está indo embora.





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