Qual a diferença entre a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) e a TVP (Terapia de Vida passada)?


A T.R.E. - A Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, é ainda uma terapia nova; por isso, tem gerado em muitas pessoas dúvidas, temores com relação à sua aplicação terapêutica, objetivo, e mesmo confusão com a T.V.P.

Recentemente, recebi um e-mail de um leitor, que ilustra o seu desconhecimento da diferença entre essas duas abordagens terapêuticas. Vou reproduzir esse e-mail: "Prezado Doutor Osvaldo, gostaria, se possível, que me esclarecesse sobre um aspecto da T.R.E.:


Eu acredito que somente devemos procurar a T.R.E. quando temos um problema que já tentamos solucionar de diversas maneiras e não foi possível, como sua paciente de 28 anos, que sofria de fortíssimas dores de cabeça (refiro-me ao caso clínico em seu site, desta semana).


Nestes casos, acredito que a regressão possa ser a única forma de tratar traumas, entender alguns problemas de nossa existência atual e evoluirmos. Por outro lado, vejo pessoas que se utilizam da T.R.E., de forma que eu, apesar de não ser terapeuta, não concordo, para não dizer que considero uma forma leviana.


Por exemplo: uma pessoa que se trata por regressão há muitos anos, "fuxicando" várias vidas passadas e atribuindo todos os seus problemas atuais a outras vidas. Eu acredito e, por gentileza, me corrija se eu estiver errado, que a T.R.E. tem um objetivo específico e muito mais importante do que a maioria das pessoas pode perceber. Acredito, que não é necessário que todos nós saibamos o que ocorreu em vidas passadas, para evoluirmos. Temos a oportunidade da evolução, através do perdão, da caridade, do amor ao próximo, de mantermos nossos pensamentos elevados, da vigilância de nossos pensamentos, de nos mantermos energeticamente alinhados, etc.


Acho que recebemos o "véu do esquecimento" não foi à toa. Deus, em seu infinito amor e sabedoria, não nos daria esta benesse de não nos lembrarmos de possíveis atrocidades cometidas se não houvesse uma boa razão para tanto. Mas, uma vez que também nos disponibilizou a oportunidade de acessarmos o nosso passado, acho que esta técnica deva ser usada com parcimônia. A título de esclarecimento, convivo com algumas pessoas que se trataram com a T.R.E. Na verdade, foram três pessoas: uma descobriu a origem de uma claustrofobia, que impossibilitava a sua rotina diária. A outra resolveu a aversão a certas pessoas importantes na sua existência atual.


A 3ª pessoa, por sua vez, só fez piorar a sua vida.


Tornou-se cada vez mais deprimida e seu ódio pelo mundo e pelas pessoas que o cercam (principalmente pai e mãe) só fez aumentar. Cada dia é uma novidade sobre uma vida que ela "não consegue fechar" (custo a entender esta expressão).


Já a aconselhei a mudar de terapeuta, uma vez que não concordo com um tratamento de regressão que já dura cinco anos e só aumenta a sua intolerância e a incapacidade de lidar com os fatos e pessoas da vida atual.


Gostaria de saber se estou certo no meu posicionamento leigo de que a T.R.E. se aplica a momentos e problemas específicos, que de fato dificultam ou impedem a nossa evolução, ou se existe alguma linha terapêutica que se utilize da T.R.E. como uma terapia constante e a longo prazo, e eu não estou ajudando em nada essa 3ª pessoa ao insistir que ela busque uma segunda opinião.


Por fim, gostaria de dizer que sempre leio os seus artigos em seu site e o respeito, bem como seu trabalho e opinião profundamente". Ao responder o e-mail desse leitor, concordei plenamente com o seu posicionamento de que a T.R.E. se aplica a momentos e problemas específicos, e que não é necessário que todos saibamos o que ocorreu em vidas passadas para evoluirmos, descortinando o "véu do esquecimento" do passado (barreira da memória que se manifesta em forma de amnésia, e que impossibilita o encarnado a recordar suas vidas passadas).


Porém, esclareci ao leitor, que na T.R.E. - A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) é o mentor espiritual de cada paciente (e não o terapeuta) que decide se irá ou não descortinar o "véu do esquecimento" para que ele possa se libertar das amarras (bloqueios) de seu passado e resolver os seus problemas.


Esclareci também, que existem dois tipos de bloqueios:


a) Bloqueio interno (psicológico): Criado pelo paciente, decorrente de experiências traumáticas desta vida (infância, nascimento, útero materno) ou de vidas passadas;


b) Bloqueio externo (interferência espiritual externa): É o espírito obsessor - desafeto de seu passado - desta ou de outras vidas - que, se não for o causador de seus problemas, ajuda a agravá-los.


Desta forma, pelo fato de o mentor espiritual do paciente conhecê-lo profundamente - vem acompanhando-o em várias encarnações -, somente ele sabe qual é a causa de seus problemas.


Além do mais, o descortinamento do "véu do esquecimento" não pode ser feito aleatoriamente, pois irá mexer com as suas feridas e cicatrizes do passado, bastante dolorosas e, se o paciente não estiver preparado psicologicamente, poderá prejudicá-lo, ao invés de ajudá-lo.


Por conta disso, existem cinco possibilidades de algo ocorrer na T.R.E. em relação ao "véu do esquecimento" do paciente:


1º) O paciente pode regredir ao seu passado - seu mentor espiritual irá descortinar o "véu do esquecimento" fazendo-o reviver experiências traumáticas de seu passado, para que possa se libertar de seus bloqueios. 2º) O paciente não só regride ao seu passado, como também progride (o mentor espiritual faz revelações futuras em relação à sua vida) se assim achar necessário. 3º) O paciente não regride ou progride em nenhum momento, pois o objetivo principal de sua vinda à terapia é fazer um trabalho de desobsessão espiritual para que ambos - obsessor e o obsediado (paciente) se libertem definitivamente do passado e rompam o cordão energético e o laço psíquico que os unia. 4º) O paciente só vem à T.R.E. para fortalecer a fé em si e nas forças invisíveis (no Criador e nos Espíritos Superiores do Plano Maior). 5º) Neste caso, se aplica a máxima secular dos hindus: "Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece".

Portanto, se o paciente não estiver ainda maduro para entrar em contato com o seu mentor espiritual, não irá se comunicar com ele e nem tampouco regredirá ao seu passado. Os motivos disso são vários, mas o principal é que o paciente ainda não está minimamente aberto para entrar em contato com o seu mentor espiritual, por conta de sua incredulidade ou ceticismo acerca da regressão de memória, reencarnação, da existência dos espíritos etc. Felizmente, está em 5% o percentual desses pacientes, que me procuram no consultório. Qual a diferença entre a T.V.P. e a T.R.E.? A T.V.P. foi criada pelo psicólogo americano, PHD em psicologia, Dr. Morris Netherton, em 1978, onde publicou um livro intitulado "Past Lives Therapy" (Terapia de Vidas Passadas), no qual relata as curas psicoterápicas obtidas em sua clínica de Los Angeles, Califórnia (EUA).


No Brasil, sua obra foi editada em 1997 pela editora Summus com o título: "Vida Passada - Uma Abordagem Psicoterápica". Embora tanto a T.V.P. como a T.R.E. defendam que a causa de um problema de relacionamento interpessoal, psíquico, psicossomático e orgânico (causa desconhecida pela medicina oficial) possa advir desta ou de outras vidas, a diferença básica entre as duas abordagens está na condução do processo terapêutico, ou seja, no descortinamento do "véu do esquecimento".


Nunca é demais ressaltar, que na T.V.P. é o terapeuta que descortina o "véu do esquecimento" do paciente, enquanto na T.R.E, é sempre o seu mentor espiritual. Em "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, na questão 399, assim escreveu: "Integrado na vida corpórea, o Espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Não obstante, tem às vezes uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias. Mas isto não acontece senão pela vontade dos Espíritos Superiores, que o fazem espontaneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã". Note o leitor que o codificador do Espiritismo limita em três condições o descortinamento do "véu do esquecimento":


1ª) Em certas circunstâncias: Embora Kardec não tenha especificado em quais circunstâncias é possível descortinar o véu, eu incluo a T.R.E. como fazendo parte dessa expressão "em certas circunstâncias", pois, nessa terapia, o descortinamento é sempre feito com muito cuidado, com parcimônia pelo mentor espiritual do paciente. 2ª) Senão pela vontade dos Espíritos Superiores: O mentor espiritual é um espírito superior do Astral e, conforme ressaltei acima, é sempre ele que na T.R.E. vai determinar se descortina ou não o "véu do esquecimento" do paciente e não o terapeuta. O terapeuta é um facilitador, é ele que vai buscar abrir o canal de comunicação entre o paciente e o seu mentor espiritual, para que possa orientá-lo melhor acerca da causa de seus problemas, sua resolução, bem como suas aprendizagens (resgates cármicos), e se está no caminho certo (propósito de vida) a que se propôs, antes de reencarnar na vida atual. Portanto, essa terapia está em perfeita sintonia com que Kardec escreveu a respeito do descortinamento do véu. Ela colabora também na evolução espiritual do paciente, pois se estiver se desvirtuando de seu verdadeiro propósito de vida a que veio na encarnação atual terá a grande oportunidade de corrigi-lo, através da revelação que o mentor espiritual irá lhe fazer.


Desta forma, na T.R.E., o paciente saberá de algo que só iria acontecer após o seu desencarne no Astral, propiciando um grande salto evolutivo ao ajudar o encarnado a tomar consciência de seus erros - oriundos em sua maioria de outras vidas -, interrompendo assim, seu ciclo cármico. 3ª) Com um fim útil: O mentor espiritual só descortina o "véu do esquecimento" do paciente se isso for útil a ele, ou seja, se for ajudá-lo; caso contrário irá lhe revelar apenas o necessário.


Há tempos atrás (no final da terapia), o mentor espiritual de um paciente lhe disse para não se preocupar, pois o seu problema iria ser resolvido brevemente. Não satisfeito com a explicação, o paciente pediu ao seu mentor espiritual que lhe mostrasse a causa desse problema. Ele lhe respondeu: "Para que ficar remexendo o defunto - seu passado - se já lhe adiantei que irá resolver o seu problema?” Antes de criar a T.R.E., usava a T.V.P. como abordagem terapêutica com os meus pacientes (fiz minha formação em 1989 com a Dra. Maria Júlia Prieto Peres, discípula do Dr. Morris Netherton, e com o próprio criador da T.V.P., quando este conduziu alguns seminários em SP). No entanto, os resultados com a maioria de meus pacientes não foram satisfatórios.


Certa ocasião, na 28ª sessão, uma paciente me questionou perguntando: "Até quando iremos descortinar o 'véu do esquecimento' de meu passado? Já vi várias de minhas vidas passadas e, no entanto, ainda não descobri a causa de meu problema e nem melhoras".


Não só essa paciente, mas também outros me questionavam em relação à efetividade da T.V.P. Percebi, portanto, que tinha algo de errado nessa abordagem terapêutica. Até que uma paciente me disse: "Osvaldo, o meu mentor espiritual e a equipe do Astral Superior, presentes aqui no consultório, estão dizendo que daqui para frente irão assessorar o nosso trabalho". Num curto espaço de tempo (oito sessões de regressão) essa paciente resolveu o seu problema.


Atônito com o resultado, embora ainda em dúvida se todos tinham um mentor espiritual, resolvi testar com todos os meus pacientes, pedindo para que conversassem com os seus mentores espirituais e 95% de meus pacientes se comunicaram realmente com eles, bem como obtiveram resultados bastante satisfatórios acerca de seus problemas.


Desta forma, ao conversar com o mentor espiritual, através de cada paciente (o paciente se comunica com o seu mentor espiritual, intuindo-o em pensamento e/ou vendo-o claramente), me dei conta de que tinha criado uma nova abordagem terapêutica.


A comunicação com o mentor espiritual, não só mudou a vida de meus pacientes, como a minha também. Antes de sua criação, eu era um psicoterapeuta, cujo ego, o raciocínio cartesiano ainda dominava o meu modo de perceber a vida e as pessoas. Hoje, mais maduro e mais humilde, considero-me um elo da corrente espiritual, um canal das forças superiores (posso dizer que faço parte da equipe do Astral Superior). Quero, portanto, agradecer de coração, a oportunidade de fazer parte dessa maravilhosa equipe do Astral, bem como poder passar a minha experiência de meus pacientes com os seus mentores espirituais aos leitores em meu site. Finalizo esse artigo, fazendo uma pequena correção daquele e-mail enviado pelo leitor. Ele relata que as três pessoas que conhecia, passaram pela T.R.E., e que uma delas, após passar por essa terapia, só fez piorar a sua vida. Acredito que, pelo fato de não diferenciar a T.V.P. com a T.R.E., o leitor citou em seu e-mail que essas pessoas passaram pela T.R.E., o que na verdade não ocorreu.


Caso Clínico: Por que contraí o Linfoma? (tumor dos gânglios linfáticos)

Mulher de 50 anos, divorciada. Ela veio ao meu consultório, depressiva, bastante fragilizada por ter passado por um exame médico e constatado que estava com câncer, um linfoma entre o nariz e o céu da boca. Com a descoberta da doença, tinha que passar por uma quimioterapia, o que a deixou "sem chão".


Sentia-se insegura, bastante assustada, desprotegida e angustiada.


Após ter passado por 5 sessões de regressão, na 6ª e última sessão, ela me relatou: "Vejo uma luz branca, quase prata, uma mistura de dourado e prata. Ela é muito bonita, é como se fosse um "chuveiro de luz" (pausa). Agora, não a vejo mais. Estou num gramado muito bonito, amplo, tem algumas árvores, riachos, a água escorre.


Estou correndo, brincando. Sou uma criança, devo ter entre 8, 9 anos. Uso um vestido branco, de laços nas costas, estou descalça, muito feliz. O dia é maravilhoso, corro tentando pegar as borboletas.


O lugar é realmente muito bonito. Sou uma criança saudável, relativamente magra, tenho o cabelo preso na altura do pescoço, minha pele é clara. O jardim tem ondulações e bancos para sentar. Ele é amplo, muito bonito, uma beleza ímpar". - Veja se esse jardim é aqui na Terra ou no plano espiritual?


“O jardim é no plano espiritual. É diferente, é muito lindo, bastante vasto para ser aqui na Terra.


Sinto uma felicidade imensa, como nunca senti. Sou muito pequena na imensidão desse lugar.


Sinto também uma gratidão, tenho vontade de agradecer a tudo e a todos (paciente chora, emocionada)". - Pergunte ao seu mentor espiritual se ele teria algo a lhe dizer em relação ao câncer que você contraiu?


Ele diz (paciente se comunica com o seu mentor espiritual em pensamento, e a resposta vem também em pensamento, intuitivamente): "Ainda não é o momento de você saber, tudo virá ao seu tempo. Você veio nesta terapia para fortalecer a sua fé e superar essa fase de sua vida (ele estava se referindo as sessões de quimioterapia que a paciente estava passando).


Você está, agora, num outro ciclo de sua vida para continuar fortalecendo a sua fé, mas tudo está caminhando bem. A cura do seu espírito está refletindo aos poucos na cura de seu físico.


Você precisa fortalecer a fé de que tudo vem no momento certo (os mentores espirituais dos pacientes costumam dizer que tudo na vida vem ao seu tempo; por isso, eles dizem que não podemos queimar as etapas), mas quero reiterar que você está no caminho certo. Agradeça ao doutor (referindo-se a mim como terapeuta) pela sua dedicação, paciência e amor em relação ao nosso tratamento".


Eu agradeço infinitamente! (paciente fala chorando muito). Agora, sinto algo agradável, são ondas de calor que estão subindo pelos meus pés e estão pegando o meu corpo todo.

Essas ondas de calor estão agora pegando a minha parte respiratória. Sinto que é uma energia de cura. Ela está curando o meu espírito para curar o meu corpo físico. Percebo agora que o meu espírito estava doente. Agradeço pela vida, pela minha saúde e por tudo! (paciente chora copiosamente).


Aquilo que subiu em meu corpo todo, era como se fosse um campo de energia muito forte e que agora passou. Estou me sentido muito bem, uma paz muito grande". Após o término dessa sessão, a paciente me disse que no decorrer da terapia sentiu que tinha amadurecido, não estava mais angustiada, insegura. Estava lidando melhor com as sessões de quimioterapia, sentia-se mais tranquila; nunca imaginou que fosse lidar bem com as sessões de quimioterapia.


Ela me relatou que estava se sentindo mais fortalecida e não mais fragilizada, como sentia, antes dessa terapia.





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