Ver espíritos e ouvir vozes: Loucura ou mediunidade?


Quando era estudante de psicologia, ao cursar a cadeira de Fisiologia Humana, li o livro "Introdução ao estudo da medicina experimental" do Dr. Claude Bernard, considerado o maior médico fisiologista de todos os tempos (ele viveu no séc. 19, em Paris, França). Assim ele escreveu em seu livro: "Quando um fato contraria uma teoria dominante, abandone a teoria e conserve o fato, mesmo que ela seja apoiada pelas maiores autoridades da época". Anos depois de formado (1982), ao trabalhar com a regressão de memória, os fatos, isto é, os relatos, as vivências de meus pacientes (nas sessões de regressão, os pacientes relatam experiências de vidas passadas e entram em contato com seres espirituais de luz, os mentores espirituais, e das trevas, os espíritos obsessores, desafetos espirituais de seu passado) não iam de encontro com as teorias psicológicas que aprendi na Universidade. Resolvi, então, seguir o conselho do grande médico fisiologista francês: abandonei as teorias psicológicas dominantes que aprendi na Universidade e conservei os fatos, ou seja, as experiências, os relatos de meus pacientes. Sem saber, acabei criando o meu próprio método de terapia, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, que busca agregar a ciência psicológica e a espiritualidade. O método de autoconhecimento e de desenvolvimento interior da TRE revoluciona os conceitos de terapia e terapeuta, pois é o mentor espiritual de cada paciente que vai conduzir o processo terapêutico, ou seja, é ele que irá descortinar o "véu do esquecimento"(barreira da memória que se manifesta em forma de amnésia, e que impede o ser humano de acessar suas experiências traumáticas do passado, seja desta ou de outras vidas, responsáveis pelas suas fobias, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar, problemas de relacionamento interpessoal) para que possa saber a causa de seus problemas, sua resolução, bem como se está ou não no caminho certo, cumprindo sua missão de vida.


Nesta modalidade terapêutica, a TRE, sou na verdade um co-terapeuta, que busca auxiliar criando às condições técnicas para que o mentor espiritual do paciente (este sim, seu verdadeiro terapeuta) possa orientá-lo melhor acerca da causa de seus problemas e sua resolução; portanto, como co-terapeuta, sou um facilitador da abertura de comunicação entre o mentor espiritual e o paciente. O mentor espiritual, por ser responsável pela evolução espiritual do paciente, é a pessoa mais gabaritada, com mais autoridade para conduzir essa terapia, pois, vem acompanhando-o em várias encarnações e, portanto, conhece-o profundamente, indo direto ao ponto, sem rodeios, mostrando-lhe o que é necessário acerca de seus problemas.


Por isso, essa terapia se caracteriza pela brevidade, segurança e efetividade. Portanto, se tivesse me apegado às teorias psicológicas que aprendi na Universidade, não teria sistematizado essa nova abordagem terapêutica, pois, fui treinado, preparado como psicólogo para lidar apenas com o psicológico e emocional do ser humano e não com o seu lado espiritual, isto é, com as interferências espirituais dos seres das trevas (a obsessão espiritual), com os conceitos de reencarnação, programa reencarnatório, plano espiritual (astral superior e inferior), Leis Universais (palingenesia, causa e efeito, afinidade, esquecimento, etc.), que infelizmente ainda é visto como questões religiosas. Aprendi, na Universidade, que ciência e religião são como óleo e água, não se misturam. Sendo assim, um paciente que afirma enxergar seres invisíveis e/ou escutar suas vozes é visto pela psiquiatria e psicologia como tendo um “distúrbio psiquiátrico”, um sintoma psiquiátrico, característico de esquizofrenia, ou seja, um transtorno dissociativo psicótico, popularmente conhecido como loucura. Desta forma, tanto a psiquiatria como a psicologia ainda estão ancoradas numa visão fisicista, organicista, cerebrocêntrico do ser humano, oriunda de séculos de negação da realidade espiritual, vendo o paciente médium apenas como um fenômeno bioquímico, desconsiderando, portanto, a existência da alma, do espírito. Obviamente, uma ciência materialista que lida apenas com fatos palpáveis, concretos, mensuráveis, passíveis de serem aferidos em laboratório, não vai levar em consideração a existência do espírito, o que dificulta qualquer iniciativa que vise o confronto com outra realidade, a realidade extra-física. Por isso, a maioria dos psicólogos e psiquiatras não está aberta, receptiva para escutar atentamente os pacientes, que afirmam ver e/ou ouvir espíritos de forma cuidadosa e criteriosa para fazer um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico, de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito. Portanto, há que se diferenciar um médium em desequilíbrio, que realmente vê e/ouve espíritos, de um paciente que diz também que "vê" e/ou "ouve espíritos", mas que, na realidade, é um quadro alucinatório, próprio de um distúrbio mental, psiquiátrico. Lamentavelmente, grande parte desses profissionais da saúde, rotula equivocadamente esses médiuns em desequilíbrio como sendo "esquizofrênicos", e, o pior, os condenam a uma vida miserável de medicamentos e internações. Faço aqui um alerta, para que se criem uma nova psicologia e uma nova psiquiatria que defendam o bem estar do ser humano integral como a OMS (Organização Mundial da Saúde) o faz desde 1998, onde incluiu o bem estar espiritual, como uma das definições de saúde ao lado dos aspectos físico, mental e social.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM – V) da Associação Americana de Psiquiatria faz também um alerta para que o médico tome cuidado em não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas religiões (kardecismo, umbanda, candomblé) que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura. Em minha experiência no consultório, observo que os sintomas clínicos mais comuns de uma mediunidade em desarmonia, são:


1º) Sensação de peso, pressão na cabeça, na nuca e ombros (obviamente, é necessário antes fazer todos os exames clínicos complementares para se eliminar a hipótese de etiologia orgânica dos problemas do paciente);

2º) Nervosismo acentuado (irritação por motivos banais);

3º) Insônia, desassossego, pesadelos constantes;

4) Calafrios e arrepios constantes no corpo ou partes do corpo (sensação de frio nas mãos e nos pés);

5º) Cansaço geral, falta de ânimo, calor como se encostasse em algo quente;

6º) Alternância de humor extremada (humor instável) - tristeza profunda ou excesso de alegria, sem razão aparente. Ressalto, porém, como se diz no sábio jargão médico "cada caso é um caso", que psicólogos e psiquiatras façam uma análise mais detalhada de cada caso para distinguirem um caso psiquiátrico, de um desequilíbrio mediúnico. Caso Clínico: Estado de letargia, apatia, desinteresse.

Mulher de 20 anos, solteira. A paciente veio ao meu consultório, acompanhada de sua mãe. A paciente não tinha uma vida normal, pois, desde os 15 anos, havia mudado muito (ela estava com 2O anos). Aos 15 anos, ela entrou no quarto dos pais muito assustada, dizendo ter visto uma menina toda ensanguentada. A mãe tentou acalmá-la, dizendo ser um pesadelo, mas, durante o dia, na escola, a paciente também via essa menina e, por conta dessa visão, todos os seus colegas de sala de aula diziam que ela estava louca. O cunhado de sua mãe a aconselhou a levá-la ao médico, ao psiquiatra, onde a paciente foi diagnosticada como esquizofrênica; a partir daí, começou o calvário dela, a tortura dos medicamentos.

A mãe da paciente, assim me relatou: "Dr. Osvaldo, minha filha, toma oito remédios, anda como uma morta-viva, um zumbi (leia em meu site o artigo “O efeito zumbi das drogas psiquiátricas). Não tenho mais minha filha, ela está irreconhecível, quero minha filha de volta, me ajude, Doutor! (ela me diz chorando muito). Sua filha realmente estava em estado lastimável, ficava parada em minha sala de atendimento olhando para o nada, e não respondia às minhas perguntas. Então, sugeri que a mãe passasse pelas sessões de regressão, no lugar da filha. Na 1ª sessão, a mãe não viu e nem ouviu nada, pois estava muito ansiosa. Na 2ª sessão, pedi-lhe que a filha nos acompanhasse na sala de atendimento, para observar a nossa sessão de regressão de memória. Então, logo ao ultrapassar o portão (recurso técnico que utilizo nessa terapia, e que funciona como um portal que separa o mundo físico do mundo espiritual, o passado do presente) a mãe viu vários vultos escuros, como se estivessem se alimentando, vampirizando a energia de sua filha. Mãe da paciente: - Doutor Osvaldo, vejo vários vultos pretos ao redor de minha filha, um deles, me viu e está vindo em minha direção; ele está aqui, bem perto de meu rosto.


Terapeuta: - Pergunte a esse ser espiritual das trevas o que sua filha lhe fez no passado?


Mãe da paciente: - Ele diz que a minha filha, ele a chama de "monstro", foi um homem muito ruim na vida passada, que usava sua autoridade para abusar de crianças, de adolescentes... Que coisa horrível, Dr. Osvaldo! Diz que não tem nada contra mim ou o meu marido, que sente pena de sermos pais desse "monstro". Eu lhe falo que ela é só uma menina, que só tem 20 anos.


Terapeuta: - Peça a esse ser espiritual obsessor que olhe para sua filha, diga-lhe que ela não é mais esse homem horrível, que agora ela reencarnou como mulher. Mãe da paciente: - Faço isso, Dr. Osvaldo; porém, ele não consegue enxergar que a minha filha não é mais esse homem que tanto lhe fez mal no passado, em outra vida. No final dessa sessão, entreguei à mãe da paciente a Oração do Perdão para que ela e sua filha orassem juntas, para esse ser espiritual obsessor.

Uma semana depois, vieram novamente às duas para a terceira sessão: a mãe comentou que, quando faziam juntas a oração do perdão em casa, ela sentiu nos primeiros dias muito frio (isso ocorreu pelo fato da mãe ter sentido às emanações vibratórias do ser espiritual das trevas, obsessor espiritual de sua filha, que habita um lugar muito gélido e escuro), mas, depois foi passando. Depois de ter passado pelo relaxamento progressivo do corpo e da mente e de ter atravessado o portão, a mãe me disse que os seres das trevas estavam ali no portão, mas não estavam com tanta raiva, estavam tristes, chorosos, e via também dois outros seres, só que de luz: uma de luz dourada e outra azul. Ela me disse: - Esses seres de luz estão me dizendo, que são os nossos mentores espirituais.


Terapeuta: - Muito bem, pergunte-lhes como podemos ajudar a sua filha?


Mãe da paciente: - Eles dizem que a minha filha terá que revivenciar na sessão de regressão o que fez no passado, pois, só assim os seres das trevas, que ela os prejudicou, irão perdoá-la verdadeiramente.

No final dessa sessão, a filha se dispôs a fazer o tratamento, pois, até então, ela não queria; dizia que não tinha vontade de sair daquele estágio de letargia (além dos efeitos das medicações, o estado de letargia ocorre também porque os obsessores espirituais, obviamente, não querem que a paciente melhore, agravando o seu estado).

Na quarta e última sessão, a filha entrou em relaxamento e, após passar o portão, começou a chorar muito. Perguntei-lhe o que estava acontecendo? Paciente: - Dr. Osvaldo, vejo uma casa, parece um orfanato; há várias crianças, vejo também várias freiras cuidando delas; elas estão separadas por idade, e, eu cuido dos meninos, que vão de 13 a 17 anos. Nossa, doutor, o que eu fiz, meu Deus do céu, que horror! (fala chorando muito).

Eu abusei sexualmente desses meninos e os matei, para que não dissessem nada a ninguém; como eles estavam ali para serem adotados e não tinham famílias, eu os queimei no fundo do orfanato, meu Deus! (paciente chora copiosamente).


Terapeuta: - O que você vê agora? Paciente: - Os vultos escuros, são aquelas crianças que eu fiz mal nessa vida passada. Por favor, me perdoem, sinto muito do fundo do meu coração, não sabia que tinha feito tanto mal assim. Peço perdão, farei um trabalho voluntário com crianças doentes, mas me deem uma chance de mostrar que não sou mais esse monstro. (pausa). Dr. Osvaldo, eles estão indo embora, eles baixaram a cabeça, e estão indo embora (paciente fala, chorando muito).


Conclusão:

Após o término da terapia, sua mãe me mandou um e-mail me agradecendo, feliz, dizendo que o psiquiatra estava surpreso, sem entender direito, como a sua filha havia saído daquele estado de letargia, pois estava mais solta, mais falante, e que, por conta disso, resolveu diminuir os remédios antipsicóticos.






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